quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sob o sol (e chuva) da Toscana

Depois da aventura de dormir na estação no Ano Novo e viajar sozinho pra uma das cidades mais românticas da Itália, preferi que o final de semana seguinte fosse mais convencional, hehe.
Quando se faz um filme ou uma novela sobre a Itália, geralmente a região que é escolhida para cenário é a Toscana. Mostram-se os campos, casas antigas chamadas vilas, as cidades e tudo mais. Com todo esse marketing, quase todos que vem pra Itália desejam conhecer a Toscana de qualquer jeito, mesmo que seja só uma cidade.
Eu não fui muito diferente da maioria, antes de vir pra Itália a Toscana era um destino certo para mim de qualquer jeito. O planejamento pra essa viagem acabou sendo feito só por mim, não por preguiça dos outros, mas meio que pela ansiedade de conhecer. Estávamos sem internet em casa, por isso tivemos que ir pra uma Lan House para acessar e-mail e olhar essa viagem de fim de semana. Nem todo mundo foi pra Lan House, só os ragazzi foram e as ragazze ficaram em casa. Eu já tinha pensado num roteiro antes, e então comecei a olhar hospedagem e opção de trens. O Arthur não ia conosco, porque estaria com a namorada em Istambul; só precisei ligar para as meninas e falar com os egípcios. Pronto, a viagem pra tão desejada Toscana estava fechada (acho que ainda era tão desejada só pra mim). O roteiro foi esse: dois dias em Florença, um em Pisa e o último em Siena. Emendamos a folga na quinta e na sexta pra aproveitarmos quatro dias inteiros.
Saindo de casa na madrugada de quinta, descobrimos que era feriado na Itália e que o horário de ônibus era o de Giorno Festivo. Beleza, hora de andar até a estação de novo (compensou o macarrão da semana inteira). Chegando a Florença, podíamos pegar ônibus ou andar até o hotel, resolvemos andar pra já ver um pouco a cidade. A cidade é grande e muita bonita, tem prédios de várias épocas, monumentos renascentistas, praças, igrejas grandiosas, entre outras coisas. Esse entre outras eram as liquidações pós-natal. Da estação ferroviária até o hotel eu só ouvia: “olha esse sapato”, “look that!” e “60%, uhu!!!”, mesmo quando o incrível Duomo de Florença estava na nossa frente.
Logo chegamos ao albergue (não queria usar essa palavra, todo mundo acha que albergue é uma pocilga úmida na rua Guaicurus, mas aqui não é assim), era uma casa antiga numa rua do centro histórico. Por fora parecia estranho e a cara dos meus companheiros de viagem era do tipo: “onde é que você me trouxe?”. Mas só foi entrar no apartamento pra eles dizerem: “We love you, man”. Era praticamente um apartamento, tinha uma espécie de sala, dois quartos, banheiro limpo e até uma cozinha, e olha que nem pagamos caro (pra seis pessoas também, né?). Descansamos rapidinho e fomos andar; andar, andar e andar. Como eu já disse, Florença é muito bonita e tem muitas coisas pra se ver. Quase ao lado do nosso albergue fica o Palazzo Vecchio e a Piazza della Signora, onde ficava a estátua original Davi de Michelangelo, junta a várias outras de, pelo menos, uns quatro metros de altura. É muito legal pensar que nas praças ficavam obras que hoje se paga caro para ver num museu. No século XVI devia ser tão normal, você ia comprar uma maçã no mercado e passava ao lado de uma estátua sem roupa de um tal de Michelangelo.
O outro dia foi o dia-museu, o Ufizzi, o maior museu de arte da Itália. Fomos cedo porque o meu Guia do Turista Brasileiro disse que as filas eram enormes, e realmente são, mas como eram oito e meia da manhã, todo mundo ainda estava dormindo. O museu é muito grande e cheio de obras famosas do Renascimento, como as de Botticeli ou de Leonardo da Vinci, vale a pena ir. Além do museu, fomos no Parque Michelangelo, do outro lado do Rio Arno, na Piazza Michelangelo, muito bonita, e no fim da tarde, enquanto meus companheiros saciavam seus desejos consumo na Coin e na H&M, eu fui ver o Davi original na Galleria della Academia e passear por ruas que não tínhamos conhecido.
No outro dia, fomos para Pisa. Finalmente ia conhecer a torre torta que eu sempre quis ver. Porém, pra chegar lá, passamos por outro momento de tensão. A estação central de Pisa ficava um pouco longe da Piazza onde se concentra a Torre, o Duomo de Pisa (Duomo é uma catedral na Itália) e o Batistério. Mas eu vi no great Google que tinha uma estação secundária pertinho da Piazza. Ok, fomos para lá. Nós fomos os únicos a descer na tal estação, que parecia mais uma plataforma e tinha até uma placa dizendo: “risco de alagamento”, bello. A rua de fora era ainda vazia e estranha, mas só foi virar a esquina pra vermos um sinal de civilização: Mc Donald’s, e ao lado dele estava a entrada da Piazza da Torre e do Duomo. Foi legal ver a torre, só não subi por custava 15 euros. Uma foto me apoiando nela já estava bom, hehe.
Depois de Pisa, era a vez de Siena. Chegamos lá à noite e fomos para o Hotel (esse realmente era um hotel). Era no meio do centro histórico, perto de tudo. À noite fomos ver a Piazza del Campo e jantamos num restaurante, comi um dos melhores pratos que já experimentei. No outro dia fomos andar mais (é capaz de eu voltar mais magro pelo tanto que eu ando só nos fins de semana), conhecemos boa parte da cidade, muito linda. Recomendo Siena para qualquer um que for a Itália.
Sem situações fora do convencional, esse foi meu break na Toscana. Foram quatro dias excelentes nos quais pude conhecer lugares incríveis e pude passar de trem pelo meio das paisagens mais bonitas que só vemos em filmes; um campo, uma casa na colina e ciprestes pelas estradinhas. Só vendo para entender porque tanto se fala dessa tal Toscana, hehe.
Bem, hora de dormir, já é 1h da manhã e tenho que levantar cedo. Depois escrevo mais, ciao!








3 comentários:

  1. trabalho que é bom nada ne?
    hahaha
    to adorando suas aventuras!
    =D

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  2. muitas aventuras...
    Coin e H&M com descontaço desse é imperdível.

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  3. isso mesmo,anda bastante pra queimar todo esse macarrão!
    saudades!!
    aproveite muito
    bjo

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