Hoje pude realmente fazer o passeio em Ancona que eu queria fazer desde que cheguei. Lembra que eu contei que no dia que eu estava sozinho fui passear e vi igrejas e portais medievais? Então, hoje fui lá com o Arthur, os três egípcios que chegaram (não sei escrever o nome deles, nem falar direito). Vimos tanta coisa legal. Ancona é um porto importante, como já falei, por ter uma relevo muito propício para isso. A cidade é projetada para o mar e é envolvida por montanhas. O centro é na parte mais baixa, por isso é perto do porto. A cidade cresceu também para os morros (é morro, mas não é favela. Se existe favela na Europa, ela é na planície e nem parece ser favela) e esses morros dão para o mar, então são desfiladeiros que acabam na água, é muito bonito.
Fomos até o Duomo que é no alto, num parque no topo da montanha e cheguei perto do farol. No meio do caminho até encontrei ruinas de um anfiteatro romano. É muito legal, Ancona tem história, mas não tão famosa para o mundo. Eu creio que quase todas as cidades da Itália tem alguma história, por isso é tão legal estar aqui. As cidades mais famosas são incríveis, mas quem disse que não vale a pena conhecer esses outros tesouros?
"Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas" Sl 9:1
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Natale a Roma
Estou tendo probleminhas com a internet, por isso estou um pouco atrasado com esse blog. Não contei que os meus outros colegas de projeto brasileiros chegaram e nem coloquei fotos da semana passada. Então, na segunda chegou o Arthur, de Porto Alegre, na terça chegou a Paula, de Berlândia(Uberlândia, hehe) e na quarta chegou a Thais, de São Carlos, depois do vôo atrasar em São Paulo, perder o de Madri pra Roma e o de Roma pra Ancona, e ter que passar a noite em Roma ( como se diz na AIESEC, desenvolvimento).
Na quarta feira, dia 22, tivemos um jantar de Natal com os membros da AIESEC. Conheci quase todos, eles são muito legais e receptivos. O jantar foi uma verdadeira pizza italiana, pena que eu não tenho foto.
O escritório da AIESEC em Ancona é a mesma coisa que no Brasil, vários cartazes com os objetivos do LC (Local Committe), projetos, conferências e a mesma bagunça no armário, hehe.
No dia 23, enquanto estávamos no escritório, decidimos ir pra Roma no Natal, com uma boa antecedência, né? Olhamos albergues, achamos um quarto privado para 4, a 20 euros. No dia 24 de dezembro saímos cedinho, pegamos o trem às 8h e chegamos lá 12h. As paisagens da janela do trem eram incríveis. Como atravessamos o centro da Itália conhecemos paisagens de todos os tipos: litoral, cidades, montanhas, campos verdes, florestas temperadas. Tudo tão lindo! Do trem as fotos não ficam boas, por causa da janela, mas vou postar algumas.
Chegando o Roma o tempo não estava muito bom, descemos do trem e estava chovendo um pouco. Ficamos tristes, porque ver Roma com chuva não é tão bom. Fomos para o Albergue, o quarto era bom, ficamos com medo de ser uma espelunca, mas não era. Saimos pra almoçar, ainda do lado da estação, e continuava a chuva =/. Quando saímos do restaurante a chuva tinha dado uma cessada, mas continuava um temo feio. Pegamos o metrô e o primeiro destino era o Coliseu. Quando eu sai do metrô Colosseo e vi aquele monumento, fiquei impressionado. Por toda minha vida tive vontade de conhecer e agora eu estava lá, de frente ao Coliseu (só pra não ficar repetindo, chovia, parava e voltava a chover em todo esse percurso). O Coliseu é realmente fantástico, é enorme e muito bonito. Demos a volta nele, mas não entramos, pensamos que com chuva não valia muito a pena. Mas eu volto em Roma assim que acabar meu projeto e tudo que eu não entrei pra conhecer, vou fazer, com chuva ou sem chuva. Caminhamos ao lado do Arco de Constantino, do Paladino, do antigo mercado e do Fórum Romano. Não entramos também, pela chuva, a essa hora já estávamos encharcados, mesmo com guarda chuva. As ruínas são muito interessantes, pensar que há dois mil anos atrás aquele era o centro vivo da Roma Antiga nos faz imaginar como era. Fomos até a frente do monumento Vittorio Emmanuelle, em honra á unificação da Itália, gigante e muito bonito, mas os romanos não gostam tanto. Falam que parece um bolo de noiva ou uma maquina de escrever. Acho que é mais pelo tamanho do negócio, você consegue enxergá-lo de vários pontos da cidade.
Voltamos ao Albergue para descansar um pouco e para nos secar também. O aquecedor do quarto virou um varal praticamente. Queríamos ir ao Vaticano pra noite de Natal, mas o tempo estava desanimando um pouco. Se eu não tivesse insistido e a Paula não tivesse prometido isso à avó dela, acho que teríamos passado um Natal solitário no quarto. Saímos por volta de 21h, e quando chegamos ao metrô: CHIUSO (fechado). Aí foi aquela tristeza. Subindo ás escadas do metrô encontramos dois caras que ajudaram a Thais na noite que ela teve que ficar em Roma, um da Jordânia e outro do Canadá, ambos a trabalho na Europa. Fomos juntos pra fora da estação ver se havia algum ônibus, mas nada, só taxis. Eu não entendo, em BH tem pelo menos o mínimo de ônibus no Natal e em Roma não tinha nada. O taxista ia fazer 60 euros pelos 6, mas bateu aquela dúvida, 10 euros são precisos em Roma. Resolvemos ir. Mas realmente valeu a pena, a Piazza San Pietro estava linda à noite, toda iluminada, e naquela hora estava acontecendo a Missa de Natal. Havia telões por cada canto da praça, pensamos que ela estaria lotada, mas chuva do dia inibiu um pouco as pessoas. Passeamos, tiramos foto, vimos o Papa pelo telão e tentamos entrar na basílica, hehe. Da praça, nó vimos um grupo grande de pessoas entrando pela frente na basílica, no meio da missa. Todo mundo que estava lá correu para o canto da praça, parecia que realmente dava para entrar. Puro engano, você tinha que reservar um ingresso com muita antecedência. Bem que o Arthur falou, “a gente vai chegar lá e eles vão dizer: ‘Parabéns, vocês chegaram na saída’”, e num foi quase isso que eles falaram? Rsrsrs.
Nossa ceia de Natal foi num restaurante ao lado Vaticano. Falando assim, parece que foi um banquete, mas foi uma bela pizza (Vocês percebem que eu só como pizza. Por favor, se eu voltar cheinho não façam cara de espanto.) Foi bom e ruim, ao mesmo tempo, eu estava longe da minha família no Natal, mas estava no Vaticano no Natal. Depois da nossa ceia tirei foto com o guardinha do Vaticano, mas a foto não ficou boa =/.
Voltamos pra praça e o Papa estava já na benção final, até esperamos mais um pouco pra ver se ele aparecia na janela para dar tchauzinho, mas acho que ele foi direto pro quarto dormir, já era meia-noite, =P. O problema agora era voltar, haha, sem metrô, sem ônibus e de jeito nenhum pagar 10 euros de novo. Resolvemos voltar a pé, você não paga nada pra caminhar em Roma e ainda compensa e pizza do jantar, hehe. Mas eu até vou postar um mapa com todo nosso percurso, uma loucura realmente, mas incrível! Saímos do Vaticano com um mapa e seguimos nosso caminho. Passamos nas margens do Rio Tibre todo iluminado, ao lado do Castelo Sant’Angello (fantástico) e ao lado de vários monumentos. Entramos em vias e corsos com casas antigas lindas, passei por uma rua, acho que era a Via Condotti, nunca vi tanto luxo num lugar só: loja da Ferrari, Prada, Gucci, Armani, Fendi, Valentino, Cartier, Jimmy Choe, Max Mara, Benetton, e várias outras lojas roupas a, sei lá, doze mil euros, barato, né? Chegamos em frente a Piazza di Spagna, nas fotos que eu vi ela parecia linda de dia. Continuamos a andar e passamos por vários outros lugares até chegar ao Albergue. Gastamos mais de uma hora, mas fizemos o mais incrível tour noturno por Roma. Eu sei que parece loucura, mas foi muito bom! As ruas tinham gente, não estavam desertas. Mãe e pai, não venham me buscar, por favor.
No outro dia, acordamos às 9, pra tentar aproveitar o dia, pois o sol se põe às 16h30 no inverno. Íamos pegar o trem no fim da tarde e o check out era às 10h, tivemos que sair do quarto carregando nossas mochilas. Fomos então a outros lugares, com o mapa nas mãos planejei o trajeto Albergue-Fontana di Trevi-Pantheon-Piazza Navona. Andamos todo esse trajeto com a mochila nas costas, doeu, mas compensou pela beleza dos locais. A Fontana di Trevi era sem noção de linda! Incrível, até joguei uma moedinha, hehe. O próximo lugar era o Pantheon. Para chegar passamos por ruas pequenas, casas e fiz questão de passar por outros monumentos não tão divulgados, como Templo Adriano e a igreja de Santo Inácio de Loyola. Para nossa tristeza o Pantheon estava fechado, por ser dia 25 de dezembro, e ainda estava com a fachada em reforma, mas foi bom de todo jeito. A Piazza Navona é muito bonita também, mas no dia estava acontecendo uma ferinha que atrapalhava toda nossa vista. Mas entramos na igreja de Sant’Agnese in Agone. Quase todas as igrejas de Roma são quase esculturas.
Depois disso, fomos embora pra estação. Poderíamos até ficar mais um dia, pelo mesmo preço, e ainda iríamos de graça nos museus do Vaticano (no último domingo do mês, eles são gratuitos), mas a chuva frustrou no primeiro dia e no segundo estava bem nublado. Mas eu volto lá antes de voltar ao Brasil.
O final de semana foi muito bom, vimos Roma de vários jeitos (na verdade dois, com chuva e num tour noturno), mas foi um Natal bem legal. Não falo que foi o melhor, porque foi um Natal diferente para se comparar com os outros que já tive, mas posso dizer que foi muito bom!
Depois vou fazer um álbum no Picasa e colocar todas as fotos, estou postando apenas algumas agora
Ciao ragazzi, buon natale!
Na quarta feira, dia 22, tivemos um jantar de Natal com os membros da AIESEC. Conheci quase todos, eles são muito legais e receptivos. O jantar foi uma verdadeira pizza italiana, pena que eu não tenho foto.
O escritório da AIESEC em Ancona é a mesma coisa que no Brasil, vários cartazes com os objetivos do LC (Local Committe), projetos, conferências e a mesma bagunça no armário, hehe.
No dia 23, enquanto estávamos no escritório, decidimos ir pra Roma no Natal, com uma boa antecedência, né? Olhamos albergues, achamos um quarto privado para 4, a 20 euros. No dia 24 de dezembro saímos cedinho, pegamos o trem às 8h e chegamos lá 12h. As paisagens da janela do trem eram incríveis. Como atravessamos o centro da Itália conhecemos paisagens de todos os tipos: litoral, cidades, montanhas, campos verdes, florestas temperadas. Tudo tão lindo! Do trem as fotos não ficam boas, por causa da janela, mas vou postar algumas.
Chegando o Roma o tempo não estava muito bom, descemos do trem e estava chovendo um pouco. Ficamos tristes, porque ver Roma com chuva não é tão bom. Fomos para o Albergue, o quarto era bom, ficamos com medo de ser uma espelunca, mas não era. Saimos pra almoçar, ainda do lado da estação, e continuava a chuva =/. Quando saímos do restaurante a chuva tinha dado uma cessada, mas continuava um temo feio. Pegamos o metrô e o primeiro destino era o Coliseu. Quando eu sai do metrô Colosseo e vi aquele monumento, fiquei impressionado. Por toda minha vida tive vontade de conhecer e agora eu estava lá, de frente ao Coliseu (só pra não ficar repetindo, chovia, parava e voltava a chover em todo esse percurso). O Coliseu é realmente fantástico, é enorme e muito bonito. Demos a volta nele, mas não entramos, pensamos que com chuva não valia muito a pena. Mas eu volto em Roma assim que acabar meu projeto e tudo que eu não entrei pra conhecer, vou fazer, com chuva ou sem chuva. Caminhamos ao lado do Arco de Constantino, do Paladino, do antigo mercado e do Fórum Romano. Não entramos também, pela chuva, a essa hora já estávamos encharcados, mesmo com guarda chuva. As ruínas são muito interessantes, pensar que há dois mil anos atrás aquele era o centro vivo da Roma Antiga nos faz imaginar como era. Fomos até a frente do monumento Vittorio Emmanuelle, em honra á unificação da Itália, gigante e muito bonito, mas os romanos não gostam tanto. Falam que parece um bolo de noiva ou uma maquina de escrever. Acho que é mais pelo tamanho do negócio, você consegue enxergá-lo de vários pontos da cidade.
Voltamos ao Albergue para descansar um pouco e para nos secar também. O aquecedor do quarto virou um varal praticamente. Queríamos ir ao Vaticano pra noite de Natal, mas o tempo estava desanimando um pouco. Se eu não tivesse insistido e a Paula não tivesse prometido isso à avó dela, acho que teríamos passado um Natal solitário no quarto. Saímos por volta de 21h, e quando chegamos ao metrô: CHIUSO (fechado). Aí foi aquela tristeza. Subindo ás escadas do metrô encontramos dois caras que ajudaram a Thais na noite que ela teve que ficar em Roma, um da Jordânia e outro do Canadá, ambos a trabalho na Europa. Fomos juntos pra fora da estação ver se havia algum ônibus, mas nada, só taxis. Eu não entendo, em BH tem pelo menos o mínimo de ônibus no Natal e em Roma não tinha nada. O taxista ia fazer 60 euros pelos 6, mas bateu aquela dúvida, 10 euros são precisos em Roma. Resolvemos ir. Mas realmente valeu a pena, a Piazza San Pietro estava linda à noite, toda iluminada, e naquela hora estava acontecendo a Missa de Natal. Havia telões por cada canto da praça, pensamos que ela estaria lotada, mas chuva do dia inibiu um pouco as pessoas. Passeamos, tiramos foto, vimos o Papa pelo telão e tentamos entrar na basílica, hehe. Da praça, nó vimos um grupo grande de pessoas entrando pela frente na basílica, no meio da missa. Todo mundo que estava lá correu para o canto da praça, parecia que realmente dava para entrar. Puro engano, você tinha que reservar um ingresso com muita antecedência. Bem que o Arthur falou, “a gente vai chegar lá e eles vão dizer: ‘Parabéns, vocês chegaram na saída’”, e num foi quase isso que eles falaram? Rsrsrs.
Nossa ceia de Natal foi num restaurante ao lado Vaticano. Falando assim, parece que foi um banquete, mas foi uma bela pizza (Vocês percebem que eu só como pizza. Por favor, se eu voltar cheinho não façam cara de espanto.) Foi bom e ruim, ao mesmo tempo, eu estava longe da minha família no Natal, mas estava no Vaticano no Natal. Depois da nossa ceia tirei foto com o guardinha do Vaticano, mas a foto não ficou boa =/.
Voltamos pra praça e o Papa estava já na benção final, até esperamos mais um pouco pra ver se ele aparecia na janela para dar tchauzinho, mas acho que ele foi direto pro quarto dormir, já era meia-noite, =P. O problema agora era voltar, haha, sem metrô, sem ônibus e de jeito nenhum pagar 10 euros de novo. Resolvemos voltar a pé, você não paga nada pra caminhar em Roma e ainda compensa e pizza do jantar, hehe. Mas eu até vou postar um mapa com todo nosso percurso, uma loucura realmente, mas incrível! Saímos do Vaticano com um mapa e seguimos nosso caminho. Passamos nas margens do Rio Tibre todo iluminado, ao lado do Castelo Sant’Angello (fantástico) e ao lado de vários monumentos. Entramos em vias e corsos com casas antigas lindas, passei por uma rua, acho que era a Via Condotti, nunca vi tanto luxo num lugar só: loja da Ferrari, Prada, Gucci, Armani, Fendi, Valentino, Cartier, Jimmy Choe, Max Mara, Benetton, e várias outras lojas roupas a, sei lá, doze mil euros, barato, né? Chegamos em frente a Piazza di Spagna, nas fotos que eu vi ela parecia linda de dia. Continuamos a andar e passamos por vários outros lugares até chegar ao Albergue. Gastamos mais de uma hora, mas fizemos o mais incrível tour noturno por Roma. Eu sei que parece loucura, mas foi muito bom! As ruas tinham gente, não estavam desertas. Mãe e pai, não venham me buscar, por favor.
No outro dia, acordamos às 9, pra tentar aproveitar o dia, pois o sol se põe às 16h30 no inverno. Íamos pegar o trem no fim da tarde e o check out era às 10h, tivemos que sair do quarto carregando nossas mochilas. Fomos então a outros lugares, com o mapa nas mãos planejei o trajeto Albergue-Fontana di Trevi-Pantheon-Piazza Navona. Andamos todo esse trajeto com a mochila nas costas, doeu, mas compensou pela beleza dos locais. A Fontana di Trevi era sem noção de linda! Incrível, até joguei uma moedinha, hehe. O próximo lugar era o Pantheon. Para chegar passamos por ruas pequenas, casas e fiz questão de passar por outros monumentos não tão divulgados, como Templo Adriano e a igreja de Santo Inácio de Loyola. Para nossa tristeza o Pantheon estava fechado, por ser dia 25 de dezembro, e ainda estava com a fachada em reforma, mas foi bom de todo jeito. A Piazza Navona é muito bonita também, mas no dia estava acontecendo uma ferinha que atrapalhava toda nossa vista. Mas entramos na igreja de Sant’Agnese in Agone. Quase todas as igrejas de Roma são quase esculturas.
Depois disso, fomos embora pra estação. Poderíamos até ficar mais um dia, pelo mesmo preço, e ainda iríamos de graça nos museus do Vaticano (no último domingo do mês, eles são gratuitos), mas a chuva frustrou no primeiro dia e no segundo estava bem nublado. Mas eu volto lá antes de voltar ao Brasil.
O final de semana foi muito bom, vimos Roma de vários jeitos (na verdade dois, com chuva e num tour noturno), mas foi um Natal bem legal. Não falo que foi o melhor, porque foi um Natal diferente para se comparar com os outros que já tive, mas posso dizer que foi muito bom!
Depois vou fazer um álbum no Picasa e colocar todas as fotos, estou postando apenas algumas agora
Ciao ragazzi, buon natale!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Segundo dia
Ancona, 19 de dezembro de 2010.
O segundo dia foi a mesma coisa, sozinho em casa não tinha nada pra fazer. Vocês devem estar se perguntando o porquê ter ido antes dos outros chegarem. Simplesmente comprei a passagem sem combinar com eles, mas dentro da data possível, e eu queria também aproveitar um pouquinho mais da Itália. Valeu a pena, de verdade, pude conhecer mais a cidade e conhecer mais pessoas.
No domingo achei que estaria tudo fechado, como me avisaram, mas por causa do Natal, as lojas estenderam seu horário de funcionamento. Fui passear de novo. Entrei nas lojas, fui a uma LAN House para avisar ao mundo que estava bem e resolvi conhecer outras vias. Aqui na Itália, via é rua e corso é avenida. Da janela do meu quarto eu via uma igreja no alto da cidade, resolvi encontrar essa igreja. Já eram cinco horas da tarde, mas já era praticamente noite, os dias aqui no inverno duram muito pouco. Fiquei meio temeroso de andar pela cidade sozinho, afinal sou estrangeiro e estava sozinho, mas fui de qualquer jeito.
Passei por vias, viocolas medievais, portais do século II d.C, casas antigas e cheguei nessa igreja do século XV, não tão rica como outras da Itália, mas era linda. Eu sempre amei estudar História, e agora eu tinha a oportunidade de ver a História. Vim para o lugar certo, tem lugar com mais história viva do que a Itália? Não conheci toda a cidade, mas sei que ainda tem vários tesouros para se encontrar. Acho que se eu não tivesse chegado um pouco antes, não teria a oportunidade de fazer uma aventura dessas, hehe.
Ciao.
O segundo dia foi a mesma coisa, sozinho em casa não tinha nada pra fazer. Vocês devem estar se perguntando o porquê ter ido antes dos outros chegarem. Simplesmente comprei a passagem sem combinar com eles, mas dentro da data possível, e eu queria também aproveitar um pouquinho mais da Itália. Valeu a pena, de verdade, pude conhecer mais a cidade e conhecer mais pessoas.
No domingo achei que estaria tudo fechado, como me avisaram, mas por causa do Natal, as lojas estenderam seu horário de funcionamento. Fui passear de novo. Entrei nas lojas, fui a uma LAN House para avisar ao mundo que estava bem e resolvi conhecer outras vias. Aqui na Itália, via é rua e corso é avenida. Da janela do meu quarto eu via uma igreja no alto da cidade, resolvi encontrar essa igreja. Já eram cinco horas da tarde, mas já era praticamente noite, os dias aqui no inverno duram muito pouco. Fiquei meio temeroso de andar pela cidade sozinho, afinal sou estrangeiro e estava sozinho, mas fui de qualquer jeito.
Passei por vias, viocolas medievais, portais do século II d.C, casas antigas e cheguei nessa igreja do século XV, não tão rica como outras da Itália, mas era linda. Eu sempre amei estudar História, e agora eu tinha a oportunidade de ver a História. Vim para o lugar certo, tem lugar com mais história viva do que a Itália? Não conheci toda a cidade, mas sei que ainda tem vários tesouros para se encontrar. Acho que se eu não tivesse chegado um pouco antes, não teria a oportunidade de fazer uma aventura dessas, hehe.
Ciao.
Primeiro Dia
Sábado, 18 de dezembro de 2010.
Primeiro dia na cidade dá aquela vontade de conhecer tudo. Eu estava sozinho; o Arthur, Paula e Thaís, que iam morar comigo, só chegariam na segunda. O Alvin tinha compromisso o dia inteiro, então era só eu mesmo. Acordei às 10h (do Brasil, aqui já era 13h =§), com aquela fome. Só tinha um panetone e um suco em casa, eu tinha que sair pra comer alguma coisa. Como meu apartamento é na área central da cidade, estava bem servido de serviços. Coloco, então, aquele bando de roupa de frio e vou pra rua para achar algo pra comer. Descendo a rua eu encontro um café/pizzaria. Comi um paninho, uma espécie de sanduiche, e um cappuccino novamente (só que dessa vez não brinquei com ninguém do meu lado). Os dois estavam ótimos. Saí do café e fui passear, não tinha nada pra fazer em casa.
Comecei a passear pela cidade. Caminhei por uma rua chamada Corso Garibaldi (Giuseppe Garibaldi é da província de Marche, onde estou). É uma rua fechada, só pedestres passam. Nela só tem cafés e lojas, entre elas Gucci, Benetton, Armani e Zara. O Corso é lindo, a cidade é linda. Tudo aqui tem aquele estilo mediterrâneo, ruas pequenas, praças e prédios antigos, legal demais!
Voltei pra casa, mas ainda eram 15h30, não tinha nada pra fazer mesmo. Resolvi dar uma dormida. Quando acordei fiquei na vontade de ligar pro Alvin pra ver se ele ia fazer alguma coisa á noite. Liguei pra ele e ele me disse que uma outra menina da AIESEC, a Laura, ia sair comigo. Por mim tudo bem, rsrsrs. Encontrei com ela na Piazza Cavurra, mas ela só foi me levar no supermercado, ela ia pra uma festa de um amigo e não podia me levar. Volto eu pra casa e vou cozinhar o macarrão que comprei. Esqueci de comprar sal, o macarrão ficou aquela beleza (joia). Depois de comer, fui ver se tinha algum filme no meu computador, mas a única coisa que tinha era: “Devdas”, um romance de Bollywood. Tá bom, vou eu assistir o filme. O filme é legal, mas é triste. Imagina a cena, um rapaz sozinho em casa, num país estranho, sábado à noite, quase nevando do lado de fora, assistindo uma love story indiana; bem animante, né? Mas eis que alguém toca a campanha, e quem era? Alvin e Anna, uma amiga francesa:
-I give you ten minutes to put your clothes and go out with us.
-Thank God, I’ll be right back – disse eu.
Graças a Deus mesmo, já estava ficando com vontade de voltar pro Brasil.
Fomos para uma bar, chamado Piazza. Bem legal o bar, tinha até caipirinha no cardápio. Conheci mais gente da AIESEC e conheci uns caras da França que estavam em Ancona em intercâmbio pela faculdade. Acabou sendo uma noite divertida. Entre assistir um romance em Hindi com legendas em espanhol e sair com gente nova, a segunda opção é bem melhor.
Pois é, esse foi meu primeiro dia, depois conto mais, hehe.
Bacio
Primeiro dia na cidade dá aquela vontade de conhecer tudo. Eu estava sozinho; o Arthur, Paula e Thaís, que iam morar comigo, só chegariam na segunda. O Alvin tinha compromisso o dia inteiro, então era só eu mesmo. Acordei às 10h (do Brasil, aqui já era 13h =§), com aquela fome. Só tinha um panetone e um suco em casa, eu tinha que sair pra comer alguma coisa. Como meu apartamento é na área central da cidade, estava bem servido de serviços. Coloco, então, aquele bando de roupa de frio e vou pra rua para achar algo pra comer. Descendo a rua eu encontro um café/pizzaria. Comi um paninho, uma espécie de sanduiche, e um cappuccino novamente (só que dessa vez não brinquei com ninguém do meu lado). Os dois estavam ótimos. Saí do café e fui passear, não tinha nada pra fazer em casa.
Comecei a passear pela cidade. Caminhei por uma rua chamada Corso Garibaldi (Giuseppe Garibaldi é da província de Marche, onde estou). É uma rua fechada, só pedestres passam. Nela só tem cafés e lojas, entre elas Gucci, Benetton, Armani e Zara. O Corso é lindo, a cidade é linda. Tudo aqui tem aquele estilo mediterrâneo, ruas pequenas, praças e prédios antigos, legal demais!
Voltei pra casa, mas ainda eram 15h30, não tinha nada pra fazer mesmo. Resolvi dar uma dormida. Quando acordei fiquei na vontade de ligar pro Alvin pra ver se ele ia fazer alguma coisa á noite. Liguei pra ele e ele me disse que uma outra menina da AIESEC, a Laura, ia sair comigo. Por mim tudo bem, rsrsrs. Encontrei com ela na Piazza Cavurra, mas ela só foi me levar no supermercado, ela ia pra uma festa de um amigo e não podia me levar. Volto eu pra casa e vou cozinhar o macarrão que comprei. Esqueci de comprar sal, o macarrão ficou aquela beleza (joia). Depois de comer, fui ver se tinha algum filme no meu computador, mas a única coisa que tinha era: “Devdas”, um romance de Bollywood. Tá bom, vou eu assistir o filme. O filme é legal, mas é triste. Imagina a cena, um rapaz sozinho em casa, num país estranho, sábado à noite, quase nevando do lado de fora, assistindo uma love story indiana; bem animante, né? Mas eis que alguém toca a campanha, e quem era? Alvin e Anna, uma amiga francesa:
-I give you ten minutes to put your clothes and go out with us.
-Thank God, I’ll be right back – disse eu.
Graças a Deus mesmo, já estava ficando com vontade de voltar pro Brasil.
Fomos para uma bar, chamado Piazza. Bem legal o bar, tinha até caipirinha no cardápio. Conheci mais gente da AIESEC e conheci uns caras da França que estavam em Ancona em intercâmbio pela faculdade. Acabou sendo uma noite divertida. Entre assistir um romance em Hindi com legendas em espanhol e sair com gente nova, a segunda opção é bem melhor.
Pois é, esse foi meu primeiro dia, depois conto mais, hehe.
Bacio
Cheguei em Ancona
Chegeui em Ancona!!! A viagem de trem foi bem tranquila, foram quatro horas e meia lendo, ouvindo música, olhando a janela, olhando pessoas, etc. Os trens na Europa são muito bons – rápidos, seguros, bem equipados. É uma pena que no Brasil não se preferiu investir nesse tipo de transporte, teríamos uma rede de transporte bem mais completa. Mas não é hora de comentar isso, vamos falar da Itália, hehe.
Cheguei a Ancona às 22:15. Descendo do trem vem aquele frio! O Alvin, da AIESEC daqui de Ancona veio me buscar, a mãe dele veio junto também. Foram bem receptivos comigo. Engraçado que eu ouvi muito que os italianos são grossos e mal-educados, mas até agora em todos os lugares eles foram educados, diziam buonasera com um sorriso sincero e não deixavam de dizer ciao ou arrivederci quando eu ia embora. Espero ser assim até o fim da viagem.
Como cheguei á noite, não pude ver bem a cidade. O Alvin me trouxe até o apartamento que eu ia ficar. Por sinal um excelente apartamento. Um prédio antigo, quatro quartos, com aquecimento, banheiro equipado, cozinha completa e limpa. Fiquei impressionado, achei que iam me levar para um apartamento velho e pequeno longe de tudo. AIESEC Ancona bombou.
Agora era hora de arrumar minhas coisas no armário. Quando fui tirar minhas roupas, uma bela surpresa, algumas coisas estavam molhadas. Uma das minhas malas não é impermeável, então ela molhou um pouco quando encostou no asfalto com gelo. Sei que isso não é aconselhado, mas tive que colocar tais peças molhadas pra secar nos aquecedores. Em cada cômodo tinha calças ou cuecas secando, ainda bem que eu estava sozinho. Depois de arrumar tudo, hora do banho. Enchi a banheira e entrei. Ah, bom demais! Depois de um dia inteiro de viagem nada melhor que uma banheira quente pra relaxar!
Depois desse banho, é hora de dormir, né?
Buona notte, até a próxima.
Cheguei a Ancona às 22:15. Descendo do trem vem aquele frio! O Alvin, da AIESEC daqui de Ancona veio me buscar, a mãe dele veio junto também. Foram bem receptivos comigo. Engraçado que eu ouvi muito que os italianos são grossos e mal-educados, mas até agora em todos os lugares eles foram educados, diziam buonasera com um sorriso sincero e não deixavam de dizer ciao ou arrivederci quando eu ia embora. Espero ser assim até o fim da viagem.
Como cheguei á noite, não pude ver bem a cidade. O Alvin me trouxe até o apartamento que eu ia ficar. Por sinal um excelente apartamento. Um prédio antigo, quatro quartos, com aquecimento, banheiro equipado, cozinha completa e limpa. Fiquei impressionado, achei que iam me levar para um apartamento velho e pequeno longe de tudo. AIESEC Ancona bombou.
Agora era hora de arrumar minhas coisas no armário. Quando fui tirar minhas roupas, uma bela surpresa, algumas coisas estavam molhadas. Uma das minhas malas não é impermeável, então ela molhou um pouco quando encostou no asfalto com gelo. Sei que isso não é aconselhado, mas tive que colocar tais peças molhadas pra secar nos aquecedores. Em cada cômodo tinha calças ou cuecas secando, ainda bem que eu estava sozinho. Depois de arrumar tudo, hora do banho. Enchi a banheira e entrei. Ah, bom demais! Depois de um dia inteiro de viagem nada melhor que uma banheira quente pra relaxar!
Depois desse banho, é hora de dormir, né?
Buona notte, até a próxima.
Às 21:45
Às 21:45 me dirigi à sala de embarque, a fila estava gigante, gastei pelo menos 40 minutos para passar pelo raio x, emigração e chegar no portão de embarque, e meu vôo era às 22:40. Depois de correr um pouco pela sala de espera, consegui entrar no avião. Me sentei na janela, ao lado de um italiano per lavoro in Brasile. Não consegui dormi muito e todas as televisões de filme funcionavam, menos a minha. Mas quanto a isso, tudo bem, o vôo foi tranqüilo, cheguei em Milão com a neve caindo. Nunca tinha visto neve na minha frente, quando vi os flocos fiquei impressionado com o formato de seis pontas que eles têm.
A imigração no aeroporto, o que eu mais temia, foi o mais rápido:
-Passaporto. Prima volta in Italia?
-Sì
-Turismo?
-No, escambio
-Andata e Ritorno?
-Qui sta.
-Va bene
-Grazie
E pronto, estava oficialmente na Itália. A aventura agora era chegar em Milano Centrale Station. O aeroporto de Malpensa fica a 50Km do centro de Milão. Saindo da sala de bagagens eu fui o posto de vendas de bilhetes e vi: Bus: Milano Centrale, cinqüenta minuti, $7,50. Perfecto!
A estrada é excelente, ver aquela paisagem de arvores e arbustos sem folhas, cobertos de neve, me deixou bem animado. Meia hora depois... engarrafamento. Cinquenta minuti nada, gastei duas horas pra chegar na estação e mais uns 8 euros de telefone e deslocamento para avisar que ia chegar duas horas depois. Pensei que era acidente ou a neve mesmo, mas passada mais de 1 hora andando a 3Km por hora, chegamos na entrada de Milão e tudo vazio, o que estava agarrado mesmo era a estrada para Veneza. É claro, véspera de fim de semana, ninguém quer ficar preso em casa, principalmente tendo tantos lugares incríveis por perto.
Milão é uma metrópole, mas não é a mesma coisa que São Paulo ou Nova York, como costumam dizer. Realmente vi muitos guindastes no centro, construindo prédios modernos em meio aos prédios mais clássicos, mas existe um tom diferente na cidade, não tem aquela coisa estressante de big city como SP e NY. Acho que é uma cidade que vale a pena de se conhecer, quero voltar lá.
Chegando a estação, comprei meu bilhete, fui a um café, pedi um brioche e um capuccino, e brinquei com o moço do lado: “Prima volta in Italia, devo prendere um capuccino, hehe”. Péssima, eu sei.
Agora só faltava pegar o trem. Meu Deus, que estação gigante! Era bonita demais, mas gigante. Rola a correria, é claro, para descobrir das vinte plataformas qual era a minha. Aí, entra o turista no trem, com duas malas e uma mochila, esbarrando nas mulheres vestindo Luis Vutton, e para no meio do caminho pra colocar as duas malas no bagageiro de cima, e aquele bando de italiano atrás pensando: “Dio, que cosa fa?
Ma totto bene, io sto in Italia!
Ancona, sto arrivando!
A imigração no aeroporto, o que eu mais temia, foi o mais rápido:
-Passaporto. Prima volta in Italia?
-Sì
-Turismo?
-No, escambio
-Andata e Ritorno?
-Qui sta.
-Va bene
-Grazie
E pronto, estava oficialmente na Itália. A aventura agora era chegar em Milano Centrale Station. O aeroporto de Malpensa fica a 50Km do centro de Milão. Saindo da sala de bagagens eu fui o posto de vendas de bilhetes e vi: Bus: Milano Centrale, cinqüenta minuti, $7,50. Perfecto!
A estrada é excelente, ver aquela paisagem de arvores e arbustos sem folhas, cobertos de neve, me deixou bem animado. Meia hora depois... engarrafamento. Cinquenta minuti nada, gastei duas horas pra chegar na estação e mais uns 8 euros de telefone e deslocamento para avisar que ia chegar duas horas depois. Pensei que era acidente ou a neve mesmo, mas passada mais de 1 hora andando a 3Km por hora, chegamos na entrada de Milão e tudo vazio, o que estava agarrado mesmo era a estrada para Veneza. É claro, véspera de fim de semana, ninguém quer ficar preso em casa, principalmente tendo tantos lugares incríveis por perto.
Milão é uma metrópole, mas não é a mesma coisa que São Paulo ou Nova York, como costumam dizer. Realmente vi muitos guindastes no centro, construindo prédios modernos em meio aos prédios mais clássicos, mas existe um tom diferente na cidade, não tem aquela coisa estressante de big city como SP e NY. Acho que é uma cidade que vale a pena de se conhecer, quero voltar lá.
Chegando a estação, comprei meu bilhete, fui a um café, pedi um brioche e um capuccino, e brinquei com o moço do lado: “Prima volta in Italia, devo prendere um capuccino, hehe”. Péssima, eu sei.
Agora só faltava pegar o trem. Meu Deus, que estação gigante! Era bonita demais, mas gigante. Rola a correria, é claro, para descobrir das vinte plataformas qual era a minha. Aí, entra o turista no trem, com duas malas e uma mochila, esbarrando nas mulheres vestindo Luis Vutton, e para no meio do caminho pra colocar as duas malas no bagageiro de cima, e aquele bando de italiano atrás pensando: “Dio, que cosa fa?
Ma totto bene, io sto in Italia!
Ancona, sto arrivando!
São Paulo, 16 de dezembro de 2010
Na minha saga para chegar em Ancona, estou na primeira parada da viagem – São Paulo, Guarulhos. Tenho que esperar por 6 horas para pegar meu vôo para Milão. Cheguei de Confins às 16h30, e só vou para Milão no vôo de 22h40.
Nunca tinha passado por este aeroporto, aproveitei minhas 6 horas de espera para conhecer um pouco. Gosto do ambiente de um aeroporto, aqui se vê gente do mundo inteiro: Pessoas loiras falando inglês, europeus com penteados diferentes, mulheres usando véu junto de suas filhas e brasileiros recém-chegados de Paris gritando no telefone que no Brasil nada funciona. Está sendo até divertido ficar aqui, bem, são 20h agora, vamos ver se até as 22 eu vou ficar animado assim. Mas acho que vou estar, esta é minha primeira viagem internacional e ainda é pra Itália! Falo que Deus foi bom demais, porque desde pequeno minha vontade era de conhecer Veneza e a Torre de Pisa, acho que antes mesmo de ter vontade de ir pra Disney. Tô falando sério, minha tia foi pra Itália quando eu era bebê, e quando eu cresci um pouquinho e vi as fotos, fiquei morrendo de vontade de conhecer aquela torre torta.
Bem, vou terminar por aqui hoje. Tenho que dar uma treinada no italiano, trouxe alguns livrinhos de como aprender italiano em 15 (propaganda bem falsa, né?). Depois escrevo mais.
Bacio
Na minha saga para chegar em Ancona, estou na primeira parada da viagem – São Paulo, Guarulhos. Tenho que esperar por 6 horas para pegar meu vôo para Milão. Cheguei de Confins às 16h30, e só vou para Milão no vôo de 22h40.
Nunca tinha passado por este aeroporto, aproveitei minhas 6 horas de espera para conhecer um pouco. Gosto do ambiente de um aeroporto, aqui se vê gente do mundo inteiro: Pessoas loiras falando inglês, europeus com penteados diferentes, mulheres usando véu junto de suas filhas e brasileiros recém-chegados de Paris gritando no telefone que no Brasil nada funciona. Está sendo até divertido ficar aqui, bem, são 20h agora, vamos ver se até as 22 eu vou ficar animado assim. Mas acho que vou estar, esta é minha primeira viagem internacional e ainda é pra Itália! Falo que Deus foi bom demais, porque desde pequeno minha vontade era de conhecer Veneza e a Torre de Pisa, acho que antes mesmo de ter vontade de ir pra Disney. Tô falando sério, minha tia foi pra Itália quando eu era bebê, e quando eu cresci um pouquinho e vi as fotos, fiquei morrendo de vontade de conhecer aquela torre torta.
Bem, vou terminar por aqui hoje. Tenho que dar uma treinada no italiano, trouxe alguns livrinhos de como aprender italiano em 15 (propaganda bem falsa, né?). Depois escrevo mais.
Bacio
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Intercambio?
Muita gente nem sabia que eu ia viajar. Sei o porque, foi uma decisao muito rapida, nao avisei pra muita gente. No fim de outubro comecei a procurar um destino, para partir ja em dezembro.Estava procurando na America Latina, por ser mais barato, mas quando fui aceito na Italia, nao pude dizer nao. Eu nao precisei procurar nehuma orgnizaçao para realizar o intercambio, pois ja trabalhava em uma. Eu estou trabalhando na AIESEC. AIESEC é uma organizaçao gerida somente por jovens, cujo objetivo maximo é permitir desenvolver em jovens habilidades de liderança. O intercambio apenas é uma das formas de realizar isso, temos escritorios em mais de cem paises, portanto temos intercambios para todos eles.
Recomendo a AIESEC para qualquer jovem universatario ou recem-graduado que queira ter experiencias reais de trabalhar a liderança e suas habilidades profissionais. Vale muito a pena.
Nao vim fazer um intercambio para estudar italiano ou fazer um semestre de faculdade, os intercambios da AIESEC sao para fins profissionais. Nao é Work and Travel, na AIESEC voce pode trabalhar tanto em projetos de ONGs quanto trabalhar em grandes empresas como a Nokia. Vim para Italia, numa cidade chamada Ancona, para trabalhar em um projeto de Microcredito na universidade daqui. Ancona é a capital da provincia de Marche, faz fronteira com a Toscana. A cidade é bem bonita, na costa do mar adriatico. Tem todo aquele estilo de cidade italiana: vias estreitas, casas no estilo mediterraneo, construçoes da Idade Media, alem dos Duomos. Por ser litoral, nao faz tanto frio como em cidades como Milao, mas mesmo assim, é muito frio para um brasileiro! Pena que eu nao vim no verao, essa regiao e conhecida por ter praias maravilhosas, so olhar no Google.
Ao longo dos dias vou contando mais coisas. Ainda tenho que postar como foi minha chegada na Italia, como é um brasileiro pegando trem e coisas assim, hehe.
Arrivederci
Ancona-Italia
Recomendo a AIESEC para qualquer jovem universatario ou recem-graduado que queira ter experiencias reais de trabalhar a liderança e suas habilidades profissionais. Vale muito a pena.
Nao vim fazer um intercambio para estudar italiano ou fazer um semestre de faculdade, os intercambios da AIESEC sao para fins profissionais. Nao é Work and Travel, na AIESEC voce pode trabalhar tanto em projetos de ONGs quanto trabalhar em grandes empresas como a Nokia. Vim para Italia, numa cidade chamada Ancona, para trabalhar em um projeto de Microcredito na universidade daqui. Ancona é a capital da provincia de Marche, faz fronteira com a Toscana. A cidade é bem bonita, na costa do mar adriatico. Tem todo aquele estilo de cidade italiana: vias estreitas, casas no estilo mediterraneo, construçoes da Idade Media, alem dos Duomos. Por ser litoral, nao faz tanto frio como em cidades como Milao, mas mesmo assim, é muito frio para um brasileiro! Pena que eu nao vim no verao, essa regiao e conhecida por ter praias maravilhosas, so olhar no Google.
Ao longo dos dias vou contando mais coisas. Ainda tenho que postar como foi minha chegada na Italia, como é um brasileiro pegando trem e coisas assim, hehe.
Arrivederci
Ancona-Italia
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