Sábado, 18 de dezembro de 2010.
Primeiro dia na cidade dá aquela vontade de conhecer tudo. Eu estava sozinho; o Arthur, Paula e Thaís, que iam morar comigo, só chegariam na segunda. O Alvin tinha compromisso o dia inteiro, então era só eu mesmo. Acordei às 10h (do Brasil, aqui já era 13h =§), com aquela fome. Só tinha um panetone e um suco em casa, eu tinha que sair pra comer alguma coisa. Como meu apartamento é na área central da cidade, estava bem servido de serviços. Coloco, então, aquele bando de roupa de frio e vou pra rua para achar algo pra comer. Descendo a rua eu encontro um café/pizzaria. Comi um paninho, uma espécie de sanduiche, e um cappuccino novamente (só que dessa vez não brinquei com ninguém do meu lado). Os dois estavam ótimos. Saí do café e fui passear, não tinha nada pra fazer em casa.
Comecei a passear pela cidade. Caminhei por uma rua chamada Corso Garibaldi (Giuseppe Garibaldi é da província de Marche, onde estou). É uma rua fechada, só pedestres passam. Nela só tem cafés e lojas, entre elas Gucci, Benetton, Armani e Zara. O Corso é lindo, a cidade é linda. Tudo aqui tem aquele estilo mediterrâneo, ruas pequenas, praças e prédios antigos, legal demais!
Voltei pra casa, mas ainda eram 15h30, não tinha nada pra fazer mesmo. Resolvi dar uma dormida. Quando acordei fiquei na vontade de ligar pro Alvin pra ver se ele ia fazer alguma coisa á noite. Liguei pra ele e ele me disse que uma outra menina da AIESEC, a Laura, ia sair comigo. Por mim tudo bem, rsrsrs. Encontrei com ela na Piazza Cavurra, mas ela só foi me levar no supermercado, ela ia pra uma festa de um amigo e não podia me levar. Volto eu pra casa e vou cozinhar o macarrão que comprei. Esqueci de comprar sal, o macarrão ficou aquela beleza (joia). Depois de comer, fui ver se tinha algum filme no meu computador, mas a única coisa que tinha era: “Devdas”, um romance de Bollywood. Tá bom, vou eu assistir o filme. O filme é legal, mas é triste. Imagina a cena, um rapaz sozinho em casa, num país estranho, sábado à noite, quase nevando do lado de fora, assistindo uma love story indiana; bem animante, né? Mas eis que alguém toca a campanha, e quem era? Alvin e Anna, uma amiga francesa:
-I give you ten minutes to put your clothes and go out with us.
-Thank God, I’ll be right back – disse eu.
Graças a Deus mesmo, já estava ficando com vontade de voltar pro Brasil.
Fomos para uma bar, chamado Piazza. Bem legal o bar, tinha até caipirinha no cardápio. Conheci mais gente da AIESEC e conheci uns caras da França que estavam em Ancona em intercâmbio pela faculdade. Acabou sendo uma noite divertida. Entre assistir um romance em Hindi com legendas em espanhol e sair com gente nova, a segunda opção é bem melhor.
Pois é, esse foi meu primeiro dia, depois conto mais, hehe.
Bacio
"Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas" Sl 9:1
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cheguei em Ancona
Chegeui em Ancona!!! A viagem de trem foi bem tranquila, foram quatro horas e meia lendo, ouvindo música, olhando a janela, olhando pessoas, etc. Os trens na Europa são muito bons – rápidos, seguros, bem equipados. É uma pena que no Brasil não se preferiu investir nesse tipo de transporte, teríamos uma rede de transporte bem mais completa. Mas não é hora de comentar isso, vamos falar da Itália, hehe.
Cheguei a Ancona às 22:15. Descendo do trem vem aquele frio! O Alvin, da AIESEC daqui de Ancona veio me buscar, a mãe dele veio junto também. Foram bem receptivos comigo. Engraçado que eu ouvi muito que os italianos são grossos e mal-educados, mas até agora em todos os lugares eles foram educados, diziam buonasera com um sorriso sincero e não deixavam de dizer ciao ou arrivederci quando eu ia embora. Espero ser assim até o fim da viagem.
Como cheguei á noite, não pude ver bem a cidade. O Alvin me trouxe até o apartamento que eu ia ficar. Por sinal um excelente apartamento. Um prédio antigo, quatro quartos, com aquecimento, banheiro equipado, cozinha completa e limpa. Fiquei impressionado, achei que iam me levar para um apartamento velho e pequeno longe de tudo. AIESEC Ancona bombou.
Agora era hora de arrumar minhas coisas no armário. Quando fui tirar minhas roupas, uma bela surpresa, algumas coisas estavam molhadas. Uma das minhas malas não é impermeável, então ela molhou um pouco quando encostou no asfalto com gelo. Sei que isso não é aconselhado, mas tive que colocar tais peças molhadas pra secar nos aquecedores. Em cada cômodo tinha calças ou cuecas secando, ainda bem que eu estava sozinho. Depois de arrumar tudo, hora do banho. Enchi a banheira e entrei. Ah, bom demais! Depois de um dia inteiro de viagem nada melhor que uma banheira quente pra relaxar!
Depois desse banho, é hora de dormir, né?
Buona notte, até a próxima.
Cheguei a Ancona às 22:15. Descendo do trem vem aquele frio! O Alvin, da AIESEC daqui de Ancona veio me buscar, a mãe dele veio junto também. Foram bem receptivos comigo. Engraçado que eu ouvi muito que os italianos são grossos e mal-educados, mas até agora em todos os lugares eles foram educados, diziam buonasera com um sorriso sincero e não deixavam de dizer ciao ou arrivederci quando eu ia embora. Espero ser assim até o fim da viagem.
Como cheguei á noite, não pude ver bem a cidade. O Alvin me trouxe até o apartamento que eu ia ficar. Por sinal um excelente apartamento. Um prédio antigo, quatro quartos, com aquecimento, banheiro equipado, cozinha completa e limpa. Fiquei impressionado, achei que iam me levar para um apartamento velho e pequeno longe de tudo. AIESEC Ancona bombou.
Agora era hora de arrumar minhas coisas no armário. Quando fui tirar minhas roupas, uma bela surpresa, algumas coisas estavam molhadas. Uma das minhas malas não é impermeável, então ela molhou um pouco quando encostou no asfalto com gelo. Sei que isso não é aconselhado, mas tive que colocar tais peças molhadas pra secar nos aquecedores. Em cada cômodo tinha calças ou cuecas secando, ainda bem que eu estava sozinho. Depois de arrumar tudo, hora do banho. Enchi a banheira e entrei. Ah, bom demais! Depois de um dia inteiro de viagem nada melhor que uma banheira quente pra relaxar!
Depois desse banho, é hora de dormir, né?
Buona notte, até a próxima.
Às 21:45
Às 21:45 me dirigi à sala de embarque, a fila estava gigante, gastei pelo menos 40 minutos para passar pelo raio x, emigração e chegar no portão de embarque, e meu vôo era às 22:40. Depois de correr um pouco pela sala de espera, consegui entrar no avião. Me sentei na janela, ao lado de um italiano per lavoro in Brasile. Não consegui dormi muito e todas as televisões de filme funcionavam, menos a minha. Mas quanto a isso, tudo bem, o vôo foi tranqüilo, cheguei em Milão com a neve caindo. Nunca tinha visto neve na minha frente, quando vi os flocos fiquei impressionado com o formato de seis pontas que eles têm.
A imigração no aeroporto, o que eu mais temia, foi o mais rápido:
-Passaporto. Prima volta in Italia?
-Sì
-Turismo?
-No, escambio
-Andata e Ritorno?
-Qui sta.
-Va bene
-Grazie
E pronto, estava oficialmente na Itália. A aventura agora era chegar em Milano Centrale Station. O aeroporto de Malpensa fica a 50Km do centro de Milão. Saindo da sala de bagagens eu fui o posto de vendas de bilhetes e vi: Bus: Milano Centrale, cinqüenta minuti, $7,50. Perfecto!
A estrada é excelente, ver aquela paisagem de arvores e arbustos sem folhas, cobertos de neve, me deixou bem animado. Meia hora depois... engarrafamento. Cinquenta minuti nada, gastei duas horas pra chegar na estação e mais uns 8 euros de telefone e deslocamento para avisar que ia chegar duas horas depois. Pensei que era acidente ou a neve mesmo, mas passada mais de 1 hora andando a 3Km por hora, chegamos na entrada de Milão e tudo vazio, o que estava agarrado mesmo era a estrada para Veneza. É claro, véspera de fim de semana, ninguém quer ficar preso em casa, principalmente tendo tantos lugares incríveis por perto.
Milão é uma metrópole, mas não é a mesma coisa que São Paulo ou Nova York, como costumam dizer. Realmente vi muitos guindastes no centro, construindo prédios modernos em meio aos prédios mais clássicos, mas existe um tom diferente na cidade, não tem aquela coisa estressante de big city como SP e NY. Acho que é uma cidade que vale a pena de se conhecer, quero voltar lá.
Chegando a estação, comprei meu bilhete, fui a um café, pedi um brioche e um capuccino, e brinquei com o moço do lado: “Prima volta in Italia, devo prendere um capuccino, hehe”. Péssima, eu sei.
Agora só faltava pegar o trem. Meu Deus, que estação gigante! Era bonita demais, mas gigante. Rola a correria, é claro, para descobrir das vinte plataformas qual era a minha. Aí, entra o turista no trem, com duas malas e uma mochila, esbarrando nas mulheres vestindo Luis Vutton, e para no meio do caminho pra colocar as duas malas no bagageiro de cima, e aquele bando de italiano atrás pensando: “Dio, que cosa fa?
Ma totto bene, io sto in Italia!
Ancona, sto arrivando!
A imigração no aeroporto, o que eu mais temia, foi o mais rápido:
-Passaporto. Prima volta in Italia?
-Sì
-Turismo?
-No, escambio
-Andata e Ritorno?
-Qui sta.
-Va bene
-Grazie
E pronto, estava oficialmente na Itália. A aventura agora era chegar em Milano Centrale Station. O aeroporto de Malpensa fica a 50Km do centro de Milão. Saindo da sala de bagagens eu fui o posto de vendas de bilhetes e vi: Bus: Milano Centrale, cinqüenta minuti, $7,50. Perfecto!
A estrada é excelente, ver aquela paisagem de arvores e arbustos sem folhas, cobertos de neve, me deixou bem animado. Meia hora depois... engarrafamento. Cinquenta minuti nada, gastei duas horas pra chegar na estação e mais uns 8 euros de telefone e deslocamento para avisar que ia chegar duas horas depois. Pensei que era acidente ou a neve mesmo, mas passada mais de 1 hora andando a 3Km por hora, chegamos na entrada de Milão e tudo vazio, o que estava agarrado mesmo era a estrada para Veneza. É claro, véspera de fim de semana, ninguém quer ficar preso em casa, principalmente tendo tantos lugares incríveis por perto.
Milão é uma metrópole, mas não é a mesma coisa que São Paulo ou Nova York, como costumam dizer. Realmente vi muitos guindastes no centro, construindo prédios modernos em meio aos prédios mais clássicos, mas existe um tom diferente na cidade, não tem aquela coisa estressante de big city como SP e NY. Acho que é uma cidade que vale a pena de se conhecer, quero voltar lá.
Chegando a estação, comprei meu bilhete, fui a um café, pedi um brioche e um capuccino, e brinquei com o moço do lado: “Prima volta in Italia, devo prendere um capuccino, hehe”. Péssima, eu sei.
Agora só faltava pegar o trem. Meu Deus, que estação gigante! Era bonita demais, mas gigante. Rola a correria, é claro, para descobrir das vinte plataformas qual era a minha. Aí, entra o turista no trem, com duas malas e uma mochila, esbarrando nas mulheres vestindo Luis Vutton, e para no meio do caminho pra colocar as duas malas no bagageiro de cima, e aquele bando de italiano atrás pensando: “Dio, que cosa fa?
Ma totto bene, io sto in Italia!
Ancona, sto arrivando!
São Paulo, 16 de dezembro de 2010
Na minha saga para chegar em Ancona, estou na primeira parada da viagem – São Paulo, Guarulhos. Tenho que esperar por 6 horas para pegar meu vôo para Milão. Cheguei de Confins às 16h30, e só vou para Milão no vôo de 22h40.
Nunca tinha passado por este aeroporto, aproveitei minhas 6 horas de espera para conhecer um pouco. Gosto do ambiente de um aeroporto, aqui se vê gente do mundo inteiro: Pessoas loiras falando inglês, europeus com penteados diferentes, mulheres usando véu junto de suas filhas e brasileiros recém-chegados de Paris gritando no telefone que no Brasil nada funciona. Está sendo até divertido ficar aqui, bem, são 20h agora, vamos ver se até as 22 eu vou ficar animado assim. Mas acho que vou estar, esta é minha primeira viagem internacional e ainda é pra Itália! Falo que Deus foi bom demais, porque desde pequeno minha vontade era de conhecer Veneza e a Torre de Pisa, acho que antes mesmo de ter vontade de ir pra Disney. Tô falando sério, minha tia foi pra Itália quando eu era bebê, e quando eu cresci um pouquinho e vi as fotos, fiquei morrendo de vontade de conhecer aquela torre torta.
Bem, vou terminar por aqui hoje. Tenho que dar uma treinada no italiano, trouxe alguns livrinhos de como aprender italiano em 15 (propaganda bem falsa, né?). Depois escrevo mais.
Bacio
Na minha saga para chegar em Ancona, estou na primeira parada da viagem – São Paulo, Guarulhos. Tenho que esperar por 6 horas para pegar meu vôo para Milão. Cheguei de Confins às 16h30, e só vou para Milão no vôo de 22h40.
Nunca tinha passado por este aeroporto, aproveitei minhas 6 horas de espera para conhecer um pouco. Gosto do ambiente de um aeroporto, aqui se vê gente do mundo inteiro: Pessoas loiras falando inglês, europeus com penteados diferentes, mulheres usando véu junto de suas filhas e brasileiros recém-chegados de Paris gritando no telefone que no Brasil nada funciona. Está sendo até divertido ficar aqui, bem, são 20h agora, vamos ver se até as 22 eu vou ficar animado assim. Mas acho que vou estar, esta é minha primeira viagem internacional e ainda é pra Itália! Falo que Deus foi bom demais, porque desde pequeno minha vontade era de conhecer Veneza e a Torre de Pisa, acho que antes mesmo de ter vontade de ir pra Disney. Tô falando sério, minha tia foi pra Itália quando eu era bebê, e quando eu cresci um pouquinho e vi as fotos, fiquei morrendo de vontade de conhecer aquela torre torta.
Bem, vou terminar por aqui hoje. Tenho que dar uma treinada no italiano, trouxe alguns livrinhos de como aprender italiano em 15 (propaganda bem falsa, né?). Depois escrevo mais.
Bacio
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Intercambio?
Muita gente nem sabia que eu ia viajar. Sei o porque, foi uma decisao muito rapida, nao avisei pra muita gente. No fim de outubro comecei a procurar um destino, para partir ja em dezembro.Estava procurando na America Latina, por ser mais barato, mas quando fui aceito na Italia, nao pude dizer nao. Eu nao precisei procurar nehuma orgnizaçao para realizar o intercambio, pois ja trabalhava em uma. Eu estou trabalhando na AIESEC. AIESEC é uma organizaçao gerida somente por jovens, cujo objetivo maximo é permitir desenvolver em jovens habilidades de liderança. O intercambio apenas é uma das formas de realizar isso, temos escritorios em mais de cem paises, portanto temos intercambios para todos eles.
Recomendo a AIESEC para qualquer jovem universatario ou recem-graduado que queira ter experiencias reais de trabalhar a liderança e suas habilidades profissionais. Vale muito a pena.
Nao vim fazer um intercambio para estudar italiano ou fazer um semestre de faculdade, os intercambios da AIESEC sao para fins profissionais. Nao é Work and Travel, na AIESEC voce pode trabalhar tanto em projetos de ONGs quanto trabalhar em grandes empresas como a Nokia. Vim para Italia, numa cidade chamada Ancona, para trabalhar em um projeto de Microcredito na universidade daqui. Ancona é a capital da provincia de Marche, faz fronteira com a Toscana. A cidade é bem bonita, na costa do mar adriatico. Tem todo aquele estilo de cidade italiana: vias estreitas, casas no estilo mediterraneo, construçoes da Idade Media, alem dos Duomos. Por ser litoral, nao faz tanto frio como em cidades como Milao, mas mesmo assim, é muito frio para um brasileiro! Pena que eu nao vim no verao, essa regiao e conhecida por ter praias maravilhosas, so olhar no Google.
Ao longo dos dias vou contando mais coisas. Ainda tenho que postar como foi minha chegada na Italia, como é um brasileiro pegando trem e coisas assim, hehe.
Arrivederci
Ancona-Italia
Recomendo a AIESEC para qualquer jovem universatario ou recem-graduado que queira ter experiencias reais de trabalhar a liderança e suas habilidades profissionais. Vale muito a pena.
Nao vim fazer um intercambio para estudar italiano ou fazer um semestre de faculdade, os intercambios da AIESEC sao para fins profissionais. Nao é Work and Travel, na AIESEC voce pode trabalhar tanto em projetos de ONGs quanto trabalhar em grandes empresas como a Nokia. Vim para Italia, numa cidade chamada Ancona, para trabalhar em um projeto de Microcredito na universidade daqui. Ancona é a capital da provincia de Marche, faz fronteira com a Toscana. A cidade é bem bonita, na costa do mar adriatico. Tem todo aquele estilo de cidade italiana: vias estreitas, casas no estilo mediterraneo, construçoes da Idade Media, alem dos Duomos. Por ser litoral, nao faz tanto frio como em cidades como Milao, mas mesmo assim, é muito frio para um brasileiro! Pena que eu nao vim no verao, essa regiao e conhecida por ter praias maravilhosas, so olhar no Google.
Ao longo dos dias vou contando mais coisas. Ainda tenho que postar como foi minha chegada na Italia, como é um brasileiro pegando trem e coisas assim, hehe.
Arrivederci
Ancona-Italia
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