quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Às 21:45

Às 21:45 me dirigi à sala de embarque, a fila estava gigante, gastei pelo menos 40 minutos para passar pelo raio x, emigração e chegar no portão de embarque, e meu vôo era às 22:40. Depois de correr um pouco pela sala de espera, consegui entrar no avião. Me sentei na janela, ao lado de um italiano per lavoro in Brasile. Não consegui dormi muito e todas as televisões de filme funcionavam, menos a minha. Mas quanto a isso, tudo bem, o vôo foi tranqüilo, cheguei em Milão com a neve caindo. Nunca tinha visto neve na minha frente, quando vi os flocos fiquei impressionado com o formato de seis pontas que eles têm.
A imigração no aeroporto, o que eu mais temia, foi o mais rápido:
-Passaporto. Prima volta in Italia?
-Sì
-Turismo?
-No, escambio
-Andata e Ritorno?
-Qui sta.
-Va bene
-Grazie
E pronto, estava oficialmente na Itália. A aventura agora era chegar em Milano Centrale Station. O aeroporto de Malpensa fica a 50Km do centro de Milão. Saindo da sala de bagagens eu fui o posto de vendas de bilhetes e vi: Bus: Milano Centrale, cinqüenta minuti, $7,50. Perfecto!
A estrada é excelente, ver aquela paisagem de arvores e arbustos sem folhas, cobertos de neve, me deixou bem animado. Meia hora depois... engarrafamento. Cinquenta minuti nada, gastei duas horas pra chegar na estação e mais uns 8 euros de telefone e deslocamento para avisar que ia chegar duas horas depois. Pensei que era acidente ou a neve mesmo, mas passada mais de 1 hora andando a 3Km por hora, chegamos na entrada de Milão e tudo vazio, o que estava agarrado mesmo era a estrada para Veneza. É claro, véspera de fim de semana, ninguém quer ficar preso em casa, principalmente tendo tantos lugares incríveis por perto.
Milão é uma metrópole, mas não é a mesma coisa que São Paulo ou Nova York, como costumam dizer. Realmente vi muitos guindastes no centro, construindo prédios modernos em meio aos prédios mais clássicos, mas existe um tom diferente na cidade, não tem aquela coisa estressante de big city como SP e NY. Acho que é uma cidade que vale a pena de se conhecer, quero voltar lá.
Chegando a estação, comprei meu bilhete, fui a um café, pedi um brioche e um capuccino, e brinquei com o moço do lado: “Prima volta in Italia, devo prendere um capuccino, hehe”. Péssima, eu sei.
Agora só faltava pegar o trem. Meu Deus, que estação gigante! Era bonita demais, mas gigante. Rola a correria, é claro, para descobrir das vinte plataformas qual era a minha. Aí, entra o turista no trem, com duas malas e uma mochila, esbarrando nas mulheres vestindo Luis Vutton, e para no meio do caminho pra colocar as duas malas no bagageiro de cima, e aquele bando de italiano atrás pensando: “Dio, que cosa fa?
Ma totto bene, io sto in Italia!
Ancona, sto arrivando!

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